A CORAGEM DE SER FELIZ
Li uma reportagem esta semana que
fala sobre a quantidade de pessoas no Brasil e no mundo que não estão mais
suportando a forte rotina de trabalho e estão tomando a decisão de procurar
aquilo que mais gostam de fazer para investir em uma nova carreira. A
reportagem tratava principalmente das pessoas que estão se sentindo bem com
suas novas empreitadas mesmo ganhando menos do que ganhavam quanto estavam em seus
empregos anteriores, fala ainda de que a decisão da maioria foi empreender,
embora cite exemplo de pessoas que conseguiram seguir carreiras em empresas que
se adequaram ao dia a dia do profissional.
Fiquei pensando justamente nos
profissionais que vivem longos anos trabalhando naquilo que a tempos não lhes
da prazer mas que carregam consigo os ensinamentos das gerações passadas de que
“O
trabalho dignifica o homem” , “Deus
ajuda quem cedo madruga” ou mesmo o conceito de que o trabalho tem que ser
doloroso, tem que ser a parte ‘ruim’ da vida para que seja compensador.
Alguns, sei que levam isso
inconscientemente, não percebem que existe um novo mundo, que as mentes estão
se abrindo, que o mundo corporativo esta evoluindo, outros sabem que isso está
acontecendo mas sabe que como estamos participando de uma transição de idéias sobre
o mundo corporativo e que por isso somos os primeiros, para os primeiros a
tarefa é mais trabalhosa pois precisa emplacar para que seja exemplo de que o
mundo mudou, mas infelizmente isso é dificultado por aqueles que sabem o que
está acontecendo, mas foram bem sucedidos a moda antiga e por isso não aceitam
a novidade.
Bom a partir daí meus pensamentos
me levaram a analisar em tudo o que tenho feito em minha carreira, o quanto
perdi por, mesmo sendo contra isso, ainda aponto o dedo e culpo situações da
vida por insucessos, percebo em meu trabalho que as pessoas ainda fazem isso
com uma freqüência incrível e deixam as oportunidades passarem, por exemplo a
matéria cita o preconceito que amigos e familiares tem sobre a ‘loucura’ de
mudar radicalmente a sua vida profissional para apostar em um crescimento
financeiro, profissional ou de satisfação, mas se pensarmos com calma isso
também pode ser uma escora, nós podemos perder oportunidades porque temos medo
de arriscar e mais tarde culparmos os familiares e amigos por não terem nos
apoiados quando mais precisávamos, logo, meus pensamentos me fizeram entender o
quão difícil é arriscar em prol do nosso próprio sucesso, porém, percebi o
quanto é possível refletir sobre o assunto, analisar os prós e os contras e
partir pra cima de algo que é nosso e que no fim das contas só depende da
gente, então voltei a minha primeira opinião de que a única coisa que nos da certeza
de que podemos vencer é o suor do nosso trabalho.
Caros profissionais, pensem bem
no que é mais difícil, batalhar arduamente para conquistar o sucesso
profissional (da maneira em que você quiser avaliar o que é ser bem sucedido
profissionalmente) ou passar a vida sufocado naquilo que você não gosta de
fazer porque ‘o trabalho é que dignifica
o homem’, sem muitas vezes ganhar o que gostaria, ou simplesmente fazer da
forma que gostaria!
*Vale a pena ver a matéria que
li: Revista Você S/A Edição 168 – junho/2012 Matéria de capa –Adeus, Trabalho
Chato
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