O PREÇO DA PREPOTÊNCIA


Estou desenvolvendo um artigo cientifico sobre “O IMPACTO DA CLASSE ‘C’ NO FUTEBOL PAULISTA”, para tanto, tenho acompanhado duas vezes mais o futebol, já que normalmente acompanho muito, pois, trata-se do esporte pelo qual tenho mais paixão.

Pois bem, mas para que um artigo destes tenha qualidade eu não posso deixar que a paixão entre em campo (risos), mas em fim, com isso tenho prestado atenção nos mecanismos adotados pelos quatro clubes considerados grandes (CORINTHIANS, SÃO PAULO, SANTOS E PALMEIRAS), como eles trabalham, como se portam na mídia, como estão lhe dando com suas respectivas realidades no futebol e procurando perceber se isso tem tido, antes de tudo, a preocupação de se dar bem no relacionamento com essa nova grande massa que é a classe ‘C’.

E para amadurecer nada mais normal do que ver como a imprensa está descrevendo a realidade de cada clube, mas, foi exatamente ai que surgiu o ponto inicial para este texto que estou publicando a vocês leitores.
Percebi certa dificuldade de saber qual a real posição da mídia com relação à atual situação dos clubes paulistas diante de seus torcedores e atual conjuntura do mercado da bola no mundo em relação a SÃO PAULO e vice e versa. Os programas esportivos da TV, em sua maioria esmagadora, se perdem entre falar de futebol e promover um programa humorístico, quando dosam bem as duas coisas são muito moralistas e tentam ser justos demais, quando querem ser sérios acreditam que criticar tudo e todos é o que faz o programa ser de qualidade ou não sabem absolutamente nada sobre o negócio ‘futebol’ e saem disparando suas opiniões de acordo com seus princípios sem ao menos se importar com o que efetivamente acontece no mercado da bola (que repito, é um negócio), blogueiros vivem de noticias ‘bombásticas’(basicamente entrada e saída de jogadores), sites cada vez mais parecem paparazzi, jornais impressos idem... Em fim, nesse meio, sobram alguns bons jornalistas comentarias que ‘pensam’ o futebol com seriedade e como ele é, ou seja, uma paixão para os torcedores e um negócio para os profissionais do ramo, por fim, sem essa maturidade, vemos a mídia desesperada em agradar sua audiência, transformando o futebol em comédia.

Nessa lambança toda tirei algo muito interessante para pensarmos aqui, os profissionais que vivem indiretamente do futebol no Brasil, trazem na maioria deles, uma visão que serve como grande exemplo (para não ser seguido) para todos os profissionais de todos os ramos.

Normalmente acreditam que o tempo que estão em determinada função, faz com que eles tenham experiência suficiente para formar uma opinião sobre os mais variados temas e ter aquilo como verdade absoluta, ou seja, “...a base para que a ‘minha’ opinião seja a mais coerente é que eu tenho tempo suficiente no ramo para saber disso...”, esquecem que locutor (por exemplo), não administra clube e por isso, 30 anos de locução não avaliza a opinião de um locutor sobre a decisão de um clube e se não deixar isso claro, os telespectadores/ ouvintes/ leitores vão acreditar.

Por isso, deixo minha sugestão aos leitores, sempre ouça opiniões, nunca se veja como absoluto, queira sempre aprender com quem está hierarquicamente acima de você, no mesmo nível ou abaixo, tenha sempre com você que experiência não se ganha com o tempo em que se exerce uma profissão, mas sim com a qualidade com que se exerce... isso serve também para a vida... Portanto, viva intensamente tudo que decidir viver...  Ai você vai adquirir experiência suficiente para falar do tema, inclusive porque descobrirá que terá que ter muita cautela em falar, pois sempre existirá alguém que possa te ensinar algo que você não sabia, mesmo depois de tudo o que viveu.

E por fim, não faça como a maioria dos profissionais de mídia esportiva que estão conquistando o rotulo de humoristas, não por serem ótimos no humor, mas por estar à beira do ridículo, sem preparo e atrás desesperadamente de audiência.



Bob Felix
Produtor, Compositor e Intérprete
contato@felixproducoes.com.br
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