IMPUNIDADE: ‘NO BRASIL, FERRAMENTA PARA O SUCESSO’
Não é regra, mas também não é exceção
e assim caminham as empresas no Brasil, estamos vendo este cenário com a
telefonia e internet banda larga nos últimos anos, todas tendo suas vendas
suspensas por não conseguirem oferecer um serviço de qualidade e não ter
condições de atender todo seu plantel de clientes.
Interessante é saber que todas
elas divulgam todos os anos metas atingidas que remetem a satisfação do
cliente, mas com o passar do tempo tem suas vendas suspensas, inúmeras reclamações
nas redes sociais e chegam ao ponto de ter que fazer uma manobra comercial para
apagar sua marca do mercado e se recolocar com outra marcar para readquirir a
confiança do publico.
Do outro lado da moeda temos uma
entidade que foi instalada para proteger os interesses dos consumidores, ou
seja, fazer com que os contratos sejam cumpridos em prol da qualidade da
comunicação no Brasil, mas o que vemos é uma entidade conivente com as grandes empresas
que aceita todo tipo de explicação que não condiz com a realidade para validar
a atuação pífia destas empresas no Brasil, deixando de lado o maior interessado
que é o consumidor.
Infelizmente isso está
intimamente ligado a cultura do país, pois todos os empreendedores, sejam eles,
pequenos, médios ou grandes, ou mesmo pessoas que estão ligados a grandes
organizações como gerentes, coordenadores e lideres em geral. Em uma pesquisa
que vi recentemente, mais da metade dos lideres estão mais preocupados na
captação de clientes do que na longevidade do relacionamento entre empresa/consumidor,
isso na minha opinião, é muito fruto da filosofia das empresas que estão mais
preocupadas com a manutenção da carteira de clientes por meio de números do que
por meio do relacionamento, empresas que vivem desta filosofia, encontram no Brasil
um paraíso de oportunidades para construir uma marca de ‘sucesso’, pois, não
encontram dificuldades em maquiar sua má prestação de serviço e sua falta de
consideração com seu cliente.
No mundo ideal nenhum
empreendimento deveria deixar de lado o PÓS-VENDAS,
por motivos óbvios, como manter o cliente consumindo seu produto, sem a
necessidade de segura-lo com multas, ainda por cima transformá-lo em um canal
natural de divulgação, de convencimento de que seu produto vale à pena, outro
motivo é que a força da marca é potencializada e enraizada a partir de seus ‘seguidores’,
cito ai a Harley Davidson, APPLE,
Havaianas, entre outros.
Como tenho sempre o cuidado de
falar sobre as pequenas empresas que são foco no meu trabalho, quero dizer que
não é diferente, acontece exatamente a mesma coisa, a diferença é que a culpa
sempre é depositada na falta de recursos, quando do não cumprimento de seus
processos com qualidade suficiente para agradar seus clientes, lembrem-se
apenas que não há recursos também para recuperar a imagem e se manter no
mercado, e nem força política para se manter ativos mesmo com todas as deficiências,
o que exige muito mais poder de investimento do que o que se investe para
manter um bom relacionamento que por muitas vezes economizam recursos a médio e
longo prazo.Produtor, Compositor e Intérprete
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